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Conforme prometido semana passada, continuarei aqui falando sobre os contos de ‘Conan, o Cimério’. Faltou falar, na
semana passada, que essa coletânea saiu aqui pela Editora Conrad, é razoavelmente fácil de encontrar em livrarias, tanto nas reais quanto nas online, e que possui um volume 2. Vamos aos contos:
O quarto conto de Conan é ‘A Torre do Elefante’. Cronologicamente anterior ao terceiro, ‘O Deus na Urna’, vemos o cimério praticamente recém-chegado à “civilização”, iniciando sua carreira como ladrão. Aqui o bárbaro é mostrado ouvindo uma história numa taverna (uma cena MUITO recorrente em RPGs) frequentada pelos criminosos da cidade, e indo atrás do tesouro mencionado. Uma das melhores histórias do livro, mostra um Conan calado, muito mais observador, uma vez que ele acaba de chegar. Ao invadir a torre de um poderoso mago, ele é surpreendido por outro salteador, ao qual alia-se em busca do tesouro. O sobrenatural continua sendo muito forte nesse conto, e nele temos uma breve história do mundo Hiboriano.
O próximo, ‘A Rainha da Costa Negra’, é um dos contos mais famosos do personagem. Conta a história do início e do fim da carreira de pirata de Conan, e de Bêlit, uma das personagens femininas mais fortes da série. Bêlit é uma pirata poderosa, conhecida como ‘Rainha da Costa Negra’. Durante uma fuga, Conan literalmente salta sobre o Argus, navio de Bêlit. A personalidade forte de ambos os conecta, e logo Conan se torna amante, protetor e segundo em comando de Bêlit. E quando eles se aventuram num rio tido como amaldiçoado, são obrigados a enfrentar um terror muito antigo.
O último conto, ‘Colosso Negro’, conta uma parte da trajetória de Conan como comandante de mercenários, e a primeira vez em que ele comanda o exército de um reino. O cargo de comandante é recebido por ‘indicação’ da princesa, instruída por um deus a fazê-lo ao primeiro homem que encontrasse. É interessante comparar o Conan de ‘Colosso Negro’ com o de ‘A Torre do Elefante’. Aqui vemos um Conan gaiato, falador, e já bem acostumado com a vida nessa sociedade, e sua altivez dá até lampejos do Conan rei, em contraste com o calado cimério do outro conto. Um destaque desse conto é a forte descrição de uma imensa batalha entre exércitos.
Conan é um personagem que transcende aquele estereótipo de ‘bárbaro burro’. É um homem forte e brutal, mas também bastante inteligente e observador. Conan nasceu na batalha, e em cada momento ele está preparado para ela, frequentemente comparado a um grande felino, ou um lobo, sempre atento ao perigo.
Um dos mais famosos personagens da cultura pop, Conan merece ser lido na origem. Altamente recomendado.




Janeiro 20, 2009 às 16:07 |
Infelizmente a versão do cinema não fez jus a história de Conan, exceto pelo ator, Arnold se tornou a própria encarnação de Conan, o filme perde muito pq não captura todo a mitologia dos contos originais.