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Estava eu lendo alguns sites sobre música, como faço diariamente, quando me deparo com esta notícia. Nada surpreendente para quem conhece o KISS, banda que consegue imprimir sua marca em qualquer produto, desde escovas e pastas de dente, passando por bolas de praia, toalhas de banho e até caixões. Apesar de não figurar entre minhas bandas favoritas, tenho que reconhecer que o KISS tem músicas divertidas, e acima de tudo, um front-man que sabe ganhar dinheiro. Gene Simmons pode ser arrogante, feio que nem o diabo e não ter tanta técnica ao tocar seu baixo, mas se tem algo que ele saber fazer, e muito bem, é lucrar rios de dinheiro com tudo o que faz.
O KISS não é a única banda a fazer esse tipo de coisa, longe disso. O Iron Maiden, por exemplo, também possui diversos outros produtos relacionados à sua marca, como tênis e um jogo de videogame, além das já tradicionais linhas de camisetas e munhequeiras (qual banda não tem isso atualmente?). Mas o KISS me parece um caso diferente, já que parece ter se transformado em um produto independente da produção musical do grupo ou não.
Explico: desde 1998, com a reunião dos membros originais e o lançamento de Psycho Circus, o KISS nunca mais produziu material inédito. Sim, outras bandas já tiveram pausas tão grande ou maiores entre o lançamento de um e outro álbum (que o diga Axl Rose e o já lendário Chinese Democracy, que reza a lenda só vai ser lançado quando Cuba deixar de ser comunista), mas nesses dez anos, as únicas notícias sobre o KISS vieram da seguinte forma: alguma briga envolvendo os membros originais, mudanças de formação, a vida pessoal de Gene Simmons, o anúncio de algum turnê “greatest hits”, e é claro, o lançamento de novos produtos com a marca.
Paul Stanley inclusive chegou a declarar em uma entrevista que os fãs não querem um novo álbum, já que para eles está mais do que bom poder ouvir a banda tocando as músicas antigas. Isso até pode ser verdade para algumas pessoas, mas pelo menos para mim, quando gosto de uma banda, quero mais é que produzam ainda mais material novo, dessa forma criando novas músicas “clássicas” e renovando o público da mesma. Já Gene Simmons aponta a pirataria como a grande culpada, já que atualmente ninguém mais lucra com a venda de discos. Nessa hora, Simmons parece propositalmente fingir ignorar que o grande lucro do KISS e de qualquer banda nos últimos anos vêm mais do merchandise associado ao seu nome e à venda de ingressos de shows do que propriamente da venda de álbuns, que traz mais lucro para as gravadoras em si do que para os artistas.
A intenção desse post não é falar mal do KISS e dizer que é uma banda que nunca fez nada que prestasse, vivendo só de propaganda – longe disso. O que quero aqui é propor a seguinte discussão: até que ponto a música da banda não se tornou algo secundário, virando nada mais do que um “bônus” associado à marca KISS? E na opinião de vocês, leitores do blog, que outra banda também seguiu por esse caminho, virando mais uma marca como Nike ou McDonald’s e se distanciando do caminho da música?
- Ketchup Hotter than Hell
- Tênis e jeans Dressed to Kill
- O famoso KISS Kasket
- Bonequinho de Gene Simmons
- Cartas e fichas de poker com a marca KISS
- Cubo mágico com o rosto dos membros originais
- Chaveiro com o “demônio” Gene Simmons
- Último item anunciado pela banda, uma bola de futebol americano














